quinta-feira, 2 de maio de 2019

Ato em praça pública de Foz defende aposentadoria como direito social



Mobilização foi organizada por entidades sindicais e movimentos sociais

A oposição à reforma da Previdência foi a principal pauta da manifestação que marcou o Dia do Trabalhador nessa quarta-feira, 1º, na Praça da Bíblia, em Foz do Iguaçu. O ato público contou com panfletagem, adesivação de carros nos semáforos e programação cultural.

Roberto Geremias, diretor do Sindijor, presente no ato

A mobilização foi organizada pela Unidade Sindical e Popular, coletivo que reúne sindicatos e movimentos sociais iguaçuenses. Uma extensa faixa contra as mudanças nas regras de acesso à aposentadoria foi fixada no pergolado que fica no centro da praça, de frente para a Avenida República Argentina.

VÍDEO


No panfleto distribuído à população, sindicatos e movimentos sociais afirmavam que a reforma em tramitação no Congresso Nacional, na prática, vai acabar com o acesso à aposentadoria. Benefícios como pensão, abonos e outros programas sociais também poderão ser extintos, apontaram as organizações.

O alto índice de desemprego também foi criticado pelas entidades sindicais e por populares durante a manifestação do Dia do Trabalhador. A precarização do trabalho, agravada com a reforma trabalhista, em vigor desde 2017, foi outro ponto questionado pelo movimento.

A programação do Dia do Trabalhador integrou uma agenda de atividades promovida pela Unidade Sindical e Popular de Foz do Iguaçu contra a reforma da Previdência. Panfletagens, debates e conversas com a população foram realizados no terminal de ônibus, praças e bairros.

Trabalhadores opinam sobre a reforma
Loraci Oliveira: "prejuízos maiores às mulheres" 
Camareira, Loraci Oliveira relatou que está prestes a se aposentar por tempo de serviço, restando apenas completar a idade necessária. Ela teme que, se a reforma da Previdência for aprovada, demorará mais tempo para obter o benefício social.

Questionada se é a favor ou contra as mudanças nas regras para a obtenção da aposentadoria, Loraci respondeu com uma pergunta: “E quem pode ser a favor?”. Mãe de três filhas – que são professora, autônoma e enfermeira –, ela disse que a reforma trará prejuízos maiores às mulheres.

“Pelas regras atuais, em dois anos me aposentarei. Se for aprovada essa reforma, terei de esperar mais oito anos. Isso se conseguir”, relatou. Para complementar a renda, Loraci Oliveira vende doces caseiros na Praça da Bíblia e no comércio próximo ao equipamento público.

Vanderlei: "vai empobrecer ainda mais o Brasil" 

Profissional da construção civil, Vanderlei Gomes de Amorim considera a reforma da Previdência injusta para os trabalhadores e setores mais pobres da população. Para ele, além de afetar um direito de quem trabalha e contribui financeiramente, as mudanças na aposentadoria causarão aumento da pobreza.

“Quem é jovem ou tem mais idade não consegue emprego. Então como vão conseguir contar todo esse tempo de serviço que o governo quer exigir para a aposentaria?”, questionou o armador. “Isso [reforma da Previdência] vai empobrecer ainda mais o Brasil”, refletiu.

Continuidade

De acordo com representantes da Unidade Sindical e Popular, o movimento contra a reforma da Previdência em Foz do Iguaçu continuará. Estão planejadas outras iniciativas de conscientização, tanto voltadas para as categorias de trabalhadores como para o conjunto da população.














domingo, 14 de abril de 2019

Mídia e a questão racial.


Mídia e a questão racial. Este foi o tema da roda de conversa promovida conjuntamente pelo Sindijor, Unila e Uniamérica, na sexta-feira, 12. Durante 2 horas, os participantes discutiram a cobertura da mídia, cotas e o debate sobre o racismo estrutural no Brasil, entre outros aspectos.

O encontro, que reuniu comunicadores e estudantes, contou com a participação dos facilitadores Ana Paula Nunes (assistente social e técnico-administrativa da Unila), Waldemir Rosa (antropólogo, pesquisador da diáspora africana na América Latina e no Caribe) e Natan Azarias (tradutor intérprete de Libras)

A mediação ficou a cargo do jornalista Nelson Figueira. Perdeu a roda de conversa? Sem problema. Clique no link e assista na integra: https://youtu.be/3aUaG_BWk8M

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Contra a reforma da previdência


Todo apoio aos trabalhadores de Foz do Iguaçu que participaram, nesta terça-feira (26) de protesto contra a proposta de reforma da Previdência encaminhada ao Congresso Nacional pelo governo federal.

Puxada pelo Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Foz do Iguaçu (SINPREFI), a manifestação contou apoio de outras categorias e teve relação com a presença do presidente Jair Bolsonaro em Foz do Iguaçu para a posse do novo diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Joaquim Silva e Luna.

Pela reforma, professores só poderão se aposentar a partir dos 60 anos e com tempo mínimo de contribuição de 30 anos. Para os professores no Regime Próprio (servidores), será preciso ainda 10 anos no serviço público e 5 no cargo. Atualmente, o tempo de contribuição previsto em lei para os docentes é de 25 anos para mulheres e de 30 anos para homens.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Roda de conversa sobre suicídio e imprensa


A roda de conversa sobre suicídio e imprensa reuniu mais de 40 pessoas, entre jornalistas, psicólogos, educadores, voluntários e estudantes. O encontro contou a participação de Cristiane Fraga Pimenta, voluntária e coordenadora do posto do Centro de Valorização da Vida (CVV) em Foz do Iguaçu, e foi mediado pela jornalista Izabelle Ferrari.


A conversa buscou refletir sobre as seguintes questões: suicídio é notícia? Existem situações possíveis de noticiar? Como orientar pessoas com depressão? E qual o papel das redes sociais. A ação contou com apoio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná, Olé Propaganda e Centro de Direitos Humanos e Memória Popular.





Fotos: Marcos Labanca

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Sindijor Foz realiza eleição para diretoria

Foz do Iguaçu - Foto: Marcos Labanca

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná realiza eleição, nos dias 10, 11 e 12 de abril, para a escolha da nova diretoria estadual. Em Foz do Iguaçu, uma chapa composta por cinco jornalistas está inscrita à subseção do Sindijor.

Integram a composição: Alexandre Palmar (vice-presidente regional), Aurea Cunha (diretora de Cultura), Denise Paro (diretora de Formação), Marcelo Arend da Silva (diretor de Imagem) e Mayara Godoy (diretora de Ação para a Cidadania).

A chapa atuará em frentes como a defesa corporativa, combate aos ataques aos direitos trabalhistas, valorização da profissão, formação, debate sobre os caminhos do jornalismo e diálogo com a comunidade.

Uma bandeira prioritária é a criação do Observatório de Imprensa, formado por integrantes da categoria e por representantes de outras instituições, como sindicatos, associações e universidades.

Outra ação é colocar em prática as ideias do Roda de Conversa, coletivo de comunicadores que ao longo de 2017 discutiu e formulou propostas para a capacitação e a geração de oportunidades no mercado de trabalho.

Estadual – Uma chapa foi inscrita para participar das eleições, que é a Chapa 1 – Luta Jornalista. Ela tem como candidato a presidente o jornalista Gustavo Henrique Vidal, atual presidente do Sindijor PR.

Vale destacar que o jornalista iguaçuense José Roberto Geremias, atual vice-presidente da Subseção de Foz e Região, também integra a chapa estadual ao Sindijor PR. Ele concorre ao cargo de diretor de Saúde e Previdência.

Para o Conselho Fiscal haverá quatro candidatos, podendo o jornalista escolher até três nomes. Para a Comissão de Ética são sete profissionais concorrendo, com a opção de se votar em até cinco candidatos. O mandato de todos os eleitos para a gestão 2018-2021 iniciará em 26 de abril.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Trabalhadores unificam revindicações em ato na Praça da Bíblia


O 1º de Maio foi marcado pela união do trabalhador da cidade e do campo em Foz do Iguaçu. Representantes de diferentes setores da comunidade ocuparam a Praça da Bíblia para levar suas reivindicações ao microfone, faixas, cartazes e panfletos, neste Dia do Trabalhador. O ato público contou com apresentações de vários artistas iguaçuenses.